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segunda-feira, 22 de junho de 2015

“Unbroken”: um chamado ao amor desafiador

Unbroken-2014

“Ora, eu vos digo: amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem!” (Mateus 5, 44)

O amor que Jesus tanto ensina na Bíblia não se traduz a meras declarações apaixonadas, ou em sentimentos confortáveis e cômodos do coração do ser humano. Tal amor é um verdadeiro desafio para todos nós, pois ele transcende os limites do comum, podendo ser até considerado um “absurdo”, algo praticamente impossível de ser transformado em realidade.

Unbroken (que, no Brasil, é intitulado Invencível) é um exemplo de como esse “amor absurdo” pode ser real. Imersa em um filme com atuação e fotografia indescritíveis, a história real de Louie Zamperini, uma estrela das Olimpíadas que luta pelo seu país na Segunda Guerra Mundial rebaixa o conceito que muitos têm sobre o que é ser alguém verdadeiramente forte.

Nosso militar atleta é submetido ao mais rigoroso sofrimento ao decorrer das cenas. Os fatos ocorridos logo após o acidente de avião são apenas o início da tortuosa sina dele. A captura pelos oficiais japoneses, inimigos dos estadunidenses no contexto do terrível massacre em forma da disputa entre Aliados e Eixo, é a porta de entrada para um terrível inferno com aparência interminável.

A força colossal de Zamperini é manifestada nos eventos do final do filme, onde ele prova que é um verdadeiro invencível. É bastante comum o ser humano ser guiado por sentimentos fortes e negativos, mesmo que estes sejam consequência de torturas e sofrimentos intensos. Eis aí o diferencial do herói da história, que só poderá ser corretamente compreendido com a contemplação dessa bela composição cinematográfica dirigida por Angelina Jolie.

É realmente tentador “dar spoiler completo” do filme que deve ser visto para despertar as pessoas para a realidade do desafio de verdadeiramente amar. Mas, ouvir as palavras desafiadoras de Nosso Senhor sobre o amor é um bom começo para a compreensão desse inacreditável trama.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A sábia “máquina produtora”

Após uma vida de dedicação à produtividade, é justo que o ser humano mereça um descanso. É a chamada “terceira idade”, tempo onde, na maioria das vezes, há a manifestação da limitação e da fragilidade humanas. Por outro lado, há idosos com o privilégio de possuir uma vida mais saudável, que não devem ser banidos do descanso, embora necessitem compreender os mais sujeitos às limitações da velhice.

É exatamente a compreensão que parece faltar ao ministro japonês Taro Aso. Argumentando que os idosos devem “apressar-se a morrer” para desafogar o gasto do Estado com estes, não é levado em consideração o fato de terem contribuído com a sociedade através de seu trabalho, no período em que eram ativos.

Nesse caso, também há a nivelação da dignidade humana apenas considerando o seu estado de disponibilidade para o auxílio na movimentação da economia. Em uma sociedade que supervaloriza a produtividade, tal disponibilidade chega a privar o homem de momentos que contribuem para a melhora na qualidade de vida, como a prática de exercícios físicos que o referido ministro costuma realizar.

O homem vale muito mais do que aquilo que produz, e tratá-lo apenas como uma “máquina produtora” é esquecer que, além de possuir fragilidade e necessitar do descanso, ele é capaz de, na terceira idade, transmitir a sabedoria que adquiriu na vida, possibilitando a continuidade da raça humana.

Escrito com base no tema da redação da Fuvest 2014. Disponível em: http://www.fuvest.br/vest2014/provas/fuv2014.2fase.dia1.pdf, pág. 12

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O sacrifício que escreve o futuro

Em uma sociedade dominada pela cultura do egocentrismo, do hedonismo e da superficialidade, é de fácil constatação que as palavras “sacrifício” e, principalmente “altruísmo”, são levadas cada vez mais para o âmbito utópico, o que não quer dizer que tais ações extinguiram-se da sociedade atual. Sacrificar-se por algo e sacrificar-se pelo outro, entretanto, viraram atitudes de pessoas conscientes e corajosas.

É natural o fato do homem buscar uma vida mais fácil, onde seja instantâneo suprir suas necessidades e satisfazer seus desejos, o que gradualmente vem acontecendo ao longo dos tempos. Mas tal facilidade também cria uma “zona de conforto” que fortalece o ego e, consequentemente, gera uma sociedade mais centrada no indivíduo ao invés do coletivo.

Não há mais sublime sacrifício do que aquele motivado pela necessidade do auxílio ao outro, sendo tal sacrifício livre de qualquer interesse próprio. São poucos os que têm o altruísmo não apenas como um desafio a ser vencido, mas fazem deste uma missão de vida. Tais pessoas conseguiram renunciar ao conforto próprio e têm em mente a consciência da mútua necessidade do ser humano, e da construção de um novo amanhã.

Tanto o presente quanto o futuro devem ser moldados com a certeza da fragilidade humana, o que acarreta na necessidade do auxílio, e com a convicção de que o homem e passageiro, responsável pela preocupação em semear bons frutos para as gerações seguintes.

Escrito com base no tema da redação da Fuvest 2011. Disponível em: http://www.fuvest.br/vest2011/bestred/temared.html

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A fronteira ética da ciência

É da essência do ser humano possuir uma fome insaciável pelo conhecimento. Tal fome ajudou na criação da ciência, ferramenta fundamental no auxílio da compreensão da natureza e na possibilidade de tornar mais fácil a sobrevivência de todos.

Através do fato do progresso científico ter ultrapassado inúmeras barreiras ao longo dos tempos, pressupõe-se que a ciência é ilimitada. Essa ideia torna-se um equívoco partindo exatamente do princípio do auxílio à sobrevivência.

Duas bombas atômicas lançadas sobre o território japonês ao final da Segunda Guerra Mundial são a prova da existência de uma fronteira que não deve ser ultrapassada em âmbito científico: o uso da ciência para prejudicar ou destruir. Até hoje, não há algum conhecimento científico que possa apagar do coração da nação japonesa a dor das perdas ocorridas naqueles tristes eventos.

Compreender a natureza é essencial para a criação de um mundo melhor. Entretanto, utilizar essa compreensão de modo negativo é a maior prova de que o uso da ciência sem limites éticos é o melhor caminho para a autodestruição.

Escrito com base no tema da redação da Fuvest 2009

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Ser livre é discernir informações

social-media-mega-phone

O ser humano da atualidade está submetido a uma avalanche de informações bombardeada pelos diversos meios de comunicação, sobretudo os oriundos da internet. A última, entretanto, é uma verdadeira mistura de utilidades e futilidades que correm o risco de serem aceitas igualmente como verdades absolutas.

É bastante comum encontrar, nas redes sociais, inverdades e equívocos tratados como reais por parte dos usuários, que são disseminados sem qualquer questionamento. Muitas dessas informações são publicadas por pessoas leigas que as obtiveram através de fontes não confiáveis, resultando, na verdade, em uma “desinformação”.

Até mesmo os não leigos são capazes de alterar a verdade. Nesse caso, não está em jogo a transmissão do fato verdadeiro entre si, mas a alteração deste com a finalidade de difundir posições políticas e ideológicas que devem ser aceitas por quem tem contato com tal informação.

Para evitar uma “era da desinformação” ao invés de uma “era da informação”, os usuários devem saber selecionar e questionar o que veem nesses meios de comunicação. Por vezes, é recomendável uma consulta maior sobre um fato, a fim de constatar as diferentes posições ideológicas escondidas por trás deste e, além disso, com a intenção de buscar o que é verdadeiro. Porque é até mesmo bíblica a afirmação de que a verdade é a porta para a liberdade.

Escrito com base no tema da redação da Fuvest 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O uso cauteloso das redes sociais

Social Networks

Desde a sua criação, as redes sociais sempre foram alvo de polêmicas no quesito privacidade. Há quem afirme que esse “canal de vivência digital” seja um potente destruidor da tal privacidade. Porém, os que afirmam isso podem não saber que é possível delimitar quem poderá ver o que é publicado através de simples configurações de privacidade.

A internet pode ser comparada a uma multidão de “espectadores”, atentos a cada publicação de cada usuário. Através dessa ideia, é possível afirmar que não é muito agradável o ato de detalhar toda uma vivência de alguém no mundo real, dentro do mundo digital. Essa ação pode acarretar sérias consequências, como o término de um relacionamento amoroso, ou até mesmo a demissão da empresa onde o usuário trabalha, dependendo do que é publicado.

Uma maior conscientização por parte dos usuários de redes sociais sobre a cautela de seu uso é urgentemente necessária. E a divulgação dessa conscientização através dos veículos de comunicação em massa seria uma grande ajuda. Contudo, caso os usuários não valorizem essa conscientização, estarão sujeitos às consequências do mal uso de uma ferramenta de comunicação tão poderosa, o que as redes sociais são.

Redação da Avaliação da Aprendizagem em Processo do Governo do Estado de São Paulo, com o tema “As redes sociais e as relações interpessoais”, 1º sem/2014.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Análise do filme “O Resgate de um Campeão”

O Resgate de um Campeão

Talvez este seja um dos filmes mais reflexivos que já vi. Sua temática forte e o modo com que as cenas do filme tratam essa mesma temática, fazem com que o filme mexa no mais profundo do nosso ser. Profundo este onde guardamos nossos sentimentos, nossas reflexões, nossas visões do mundo.

Sobretudo, O Resgate de um Campeão trata da questão do erro. Erro que, muitas vezes, nos torna seres perdidos e vingativos, como aconteceu com o personagem Erik Kernan Jr. Mas, Kernan cometeu esse erro graças ao “campeão”, que se dizia “Bob Satterfield”, mas que era Tommy Kincaid. Por que Kincaid foi capaz de estragar a reputação de Kernan, que tanto queria crescer no jornal? Porque ele também queria ser grande, também queria ser um verdadeiro campeão.

Tanto Kernan quanto Kincaid queriam surpreender. Ambos eram considerados “fracassados, derrotados”, e, buscaram um meio de serem vistos como heróis, cada um do seu jeito. Enquanto Kincaid se dizia “campeão”, Kernan escreveu uma matéria sobre esse “campeão”. Matéria que, na verdade, era uma farsa, graças às mentiras de Kincaid. Os dois tiveram uma briga agressiva, mas, que foi resolvida com a força do perdão. Também Kernan queria mostrar-se um herói para seu filho, mentindo para ele. Dizia que conhecia várias celebridades e, quando seu filho queria conhecer, era barrado.

Como consertar o pior erro de sua vida? Foi um desafio para Kernan consertar aquele erro da matéria, que o garantiu uma promoção de cargo e uma exibição na Show Time. Mas, ele conseguiu. Seu desafio foi consertar o erro com aquilo que sabia fazer: escrever. E, basicamente, ele escreveu um texto que resume o filme inteiro. Um texto bastante tocante:

“Um escritor, como um pugilista, precisa ficar sozinho. Ter suas palavras publicadas é como entrar num ring: coloca seu talento em evidência, e não há onde se esconder.

Eu nunca quis escrever uma história sobre mim, ou meu filho. Ou sobre amor, ou das mentiras que, algumas vezes, surgem por amor. Eu vou dizer algo sobre o homem que eu chamava de "campeão", e que todos chamavam de "campeão". Ele foi, antes de tudo, meu amigo. E foi também um mentiroso. Mas foi porque ele tentava ser alguém melhor do que realmente era, ou foi por causa de uma força mais poderosa do que um filho querendo a admiração de seu pai, ou o pai querendo a admiração de seu filho?

Às vezes, precisamos da ajuda da imaginação para atingir este nível. Porque não é uma tarefa fácil ser o mais forte, o mais esperto, o mais querido homem do planeta. E o momento mais triste do que aquele, é quando nosso filho descobre que não somos o super-homem que criamos. Ou ainda, como Herman Melville um dia escreveu, "um homem de valor".

As mentiras que vem do amor machucam tanto quanto as outras. Legado dos campeões, eu suponho, é a inspiração para a verdade, e da beleza que pode emergir dela. Uma beleza que deixa nossos filhos nos admirarem incondicionalmente. Amar-nos incondicionalmente, como eu amo o meu filho, "mucho grande".
(Erik Kernan Jr. – O Resgate de um Campeão)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Análise do filme “Uma Mente Brilhante”

A Beautiful Mind

Simplesmente, posso dizer que foi um dos filmes mais lindos que já vi em toda minha vida, e o que me deixa mais emocionado, é que ele retrata uma história real. A história de John Nash, não é somente a história de uma das mentes mais brilhantes do mundo, mas também é a história do ganhador do Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1994.

John era diferente dos outros. Na época da faculdade, mostrava um interesse muito forte por matemática, ao ponto de calcular na janela de seu quarto, em Princeton. Simplesmente, ele inicialmente queria achar um tema para sua tese de mestrado (ou doutorado). Acreditava que isso não era possível, e que ninguém gostava dele. Além disso, também acreditava que não podia errar. Essas características fizeram-me ter uma identificação com ele. Algumas vezes, confesso que sou assim. John conseguiu o que queria.

Na faculdade, existiam diversos amigos que o achavam diferente, mas, também existiam amigos verdadeiros, como o caso de Charles Herman, que poderia ser considerado seu melhor amigo.

Anos depois, já formado, vai ajudar o Pentágono a descobrir alguns códigos capturados dos russos. Através da ida dele ao pentágono, William Parcher descobre seu talento para decifrar códigos, e o contrata para decifrar códigos de um grupo russo que pretendia jogar uma bomba atômica nos Estados Unidos.

Dando aulas de matemática e trabalhando no “plano secreto”, conhece Alicia Nash, uma aluna, a qual o convida para jantar. Os dois se apaixonam, mantém um relacionamento e se casam. No casamento, Alicia percebe que Nash está ficando preocupado e agitado demais. Essa agitação o leva a ser internado em um hospital psiquiátrico, onde é diagnosticado com esquizofrenia. Toda a história do “plano secreto” e Charles Herman são meras alucinações de sua mente. Alicia Nash, grávida, tem de sofrer vendo o seu tratamento, através de choques elétricos.

Ao longo do filme, Nash mostra uma recuperação, mas, por causa do amor ao trabalho, deixa de tomar os remédios, e cai novamente na esquizofrenia. Ele não queria ser internado novamente, mas, queria lutar contra seu problema. Foi o que ele fez com o auxílio amoroso de sua esposa e a compreensão de seus amigos.

No final do filme, Nash é reconhecido por todos. Seu talento o leva a ganhar o “Prêmio Nobel de Economia” de 1994, onde, com um discurso emocionante, faz sua esposa chorar. Senti só uma pequena vontade de chorar nessa parte do filme. Deveria ter chorado…

Acredito que a principal mensagem desse filme seja a importância do amor e da luta. Sem essas duas coisas, não podemos viver. Nash lutou ferozmente contra a esquizofrenia, que o fazia imaginar situações e ver pessoas que não eram reais. Ele venceu, com a ajuda de alguns amigos e, principalmente, de sua esposa. Todos os seres humanos deveriam ver esse filme.

sábado, 29 de setembro de 2012

Análise do filme “A rede social”

A Rede Social

Queria muito assistir esse filme. Estava com uma vontade tão grande que, segunda-feira, consegui comprá-lo. “É agora que me inspiro!” - pensei.

Ontem, tive a oportunidade de assistí-lo e de conhecer mais a história daquela coisa que nos vicia. Aquela coisa que nos faz entrarmos, todos os dias, para verificarmos nosso mural, aniversários, e, claro, para vermos se alguém curtiu aquele álbum da festa de sábado à noite. Sim, é óbvio que estou falando do Facebook. Ela é uma grande rede social, mas, surgiu do quarto de Mark Zuckerberg.

O que fazer no término de um namoro? Entrar em depressão? Segundo a mente de Zuckerberg, entrar no quarto, beber, falar mal da menina no blog, e, de raiva, hackear os servidores de Harvard, procurando por fotos das meninas mais sexys da faculdade, e, depois, construir uma pequena aplicação, pedindo para o visitante vote na mais sexy. Este é o facemash.com, o pai do Facebook.

Os irmãos Winklevoss entraram em cena, e, sabendo da potencialidade daquele jovem, pediram para ele programar uma “rede social” para Harvard, chamada “Conexão Harvard”. A partir desse momento, foi criado o “The Facebook”. O que aqueles dois caras fizeram? Processaram Zuckerberg por roubo de propriedade intelectual.

Confusões é o que se mais vê neste filme. E, para mim, a principal foi a entrada de Sean Parker na administração da rede social. Enquanto o co-fundador, Eduardo Saverin, estava em Nova York procurando investidores para o Facebook, Sean Parker, fundador do falido Napster, aos poucos, tomava o posto de diretor financeiro, posto do brasileiro Saverin. Mais um que processou Mark Zuckerberg!

Por causa disso, me pergunto: será que Mark Zuckerberg está mergulhando na grana, nos dias de hoje, por causa que foi “espertinho” demais? Ou ele era um grande pilantra e aproveitador? Foram os irmãos Winklevoss que tiveram a ideia bilionária? Zuckerberg realmente roubou a ideia dos mesmos, como eles tanto acusam? Acredito que a pessoa que assiste “A rede social” fica com estas questões na cabeça.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Análise do filme "Invictus"

Invictus

Poderia dizer que minhas lágrimas quase caíram agora há pouco. Sim, o filme “Invictus” é realmente emocionante, principalmente no final. Um filme que não somente mostra a união que se formou para a torcida da África do Sul, por causa de uma mera Copa do Mundo de Rugby. Se só analisarmos o filme por esse ponto, seremos muito superficiais.

De fato, ainda o preconceito consegue existir. Algo completamente idiota, criado pela fraqueza do ser humano. Mas, na África do Sul, ele se mostrou maior com o terrível apartheid. Mandela, quando assume a presidência, consegue unir o país, pelo o que percebi, por causa dessa Copa do Mundo.

Simplesmente, considero o final lindo ao extremo. Duas raças tão diferentes, que eram tão “opostas” nos anos terríveis, se abraçam, e comemoram juntas uma só vitória. Afinal, todos perceberam que, mesmo com as diferenças, são africanos.

Um outro lado que o filme mostra é a luta, a perseverança. Sim, sonhamos com um mundo melhor. Sonhamos com tudo melhor. Mas, muitas vezes (vivo muito essa situação), somos medrosos, e não temos a coragem de mudar. Diria que Mandela teve, e muita coragem de ser diferente, e de provar que essa diferença valeria a pena. Afinal, o que poderemos dizer do perdão? Muitos diriam algo completamente idiota e desnecessário. Mas, ele não é assim. O perdão une! O perdão muda. Mas, muitas vezes, temos medo dele.

Simplesmente, digo que poderíamos aprender muito com esse filme, e com a inspiração que Nelson Mandela passa. Também digo que vale muito a pena assistir esse filme.

domingo, 1 de julho de 2012

Análise do filme “À Espera de Um Milagre”

John Coffey

Na verdade, sabia que, algum dia, iria assistir esse filme. E confesso que rezei para que tivesse algum assunto para escrever. Sou grato a Deus por escrever essa análise, pois, Ele me inspirou a ideia de escrevê-la, após ter assistido o filme no SBT.

Do fundo do coração, digo que esta análise é a mais difícil de todas que já escrevi. O filme mostra temas muito polêmicos e muito chamativos para o mundo de hoje, embora parte do mesmo se passe na primeira metade do século XX.

O primeiro tema que o filme debate, é óbvio que é a pena de morte. De fato, ela ainda existe. Mas, será a solução? Certa vez, vi em uma edição especial da Superinteressante que ela foi um dos piores erros que a humanidade já cometeu, erro que ainda continua em curso. Isso por causa do que o filme mostra. Muitas vezes, inocentes pagam, dolorosamente, por aquilo que não fizeram. De fato, John Coffey era inocente, mas, teve que morrer por causa da justiça estadunidense.

Outro tema pode ser o preconceito. De fato, poderiam tê-lo julgado, só por que ele estava com as meninas mortas, banhadas de sangue, em seu colo? Será que o julgaram por ser negro? É o que muitas vezes acontece. Julgamos demais as pessoas. De acordo com sua aparência, o julgaram, não somente como culpado, mas, como um retardado. Mesmo assim, ele calou a boca de todos por aquilo que fazia. O interessante é que os guardas do “corredor da morte” passaram a admirá-lo de uma maneira inexplicável. Sabiam de sua inocência e de seu dom de ajudar. Tanto que, na execução, choraram. Sinceramente, também tive vontade de chorar.

São vários temas para reflexão. Só que, para terminar, reflito sobre a “vida”. De fato, será que sentimos vontade de desistir dela, só por que vemos o desamor crescer de uma maneira “incontrolável”? Será que aproveitamos a vida que Deus nos deu? Paul Edgecomb não queria mais viver, por mais que tivesse o dom da vida, e que acreditasse que estava pagando pelo que fez. Sim, como ele próprio diz, é óbvio que, um dia, vamos morrer. Mas, será que queremos morrer, ou queremos viver a vida aqui na Terra?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Análise do poema “Cantiga da Ribeirinha”

Idade Média

Idade Média. Tempo de muito trabalho no campo, de reis, damas e palácios, tempo do domínio da Igreja… Tempo de tantas coisas! Mas, principalmente, foi o tempo em que a literatura em língua portuguesa nasceu.

Ela começa com o que é chamado “Trovadorismo”. Tempo de cantigas de amor, cantigas de amigo, de maldizer, entre outras. Tempo, também, de muito amor platônico. Esse amor é representado nas diversas cantigas que os trovadores faziam para as nobres donzelas do reino.

A “Cantiga da Ribeirinha” é um texto desse gênero. Ela foi escrita em 1189 por Paio Soares de Taveirós. O português daquela época era o chamado “galego-português”, que mais parecia uma espécie de “portunhol”. Mesmo assim, os versos desse poema retratam, exatamente, o amor platônico.

Aqui, temos os versos:

No mundo nom m’ei parella
mentre me por como me vay,
ca ja moiro por vos e ay!
Mia señor, branca e vermella,
queredes que vus retraya
quando vus eu vi en saya.
Mao dia me levantey,
que vus enton nom vi fea!
E, mia señor, des aquella
i me foy a mi muy mal, ai!
E vus, filla de don Pay
Moniz, e ben vos semella
d’aver eu por vos guarvaya,
pois eu, mia señor, d’alfaya
nunca de vos ouve nen ey
valia d’ũa correa.
Não existe no mundo alguém como eu
enquanto eu viver,
eu cá sofro de amor por vós,
minha senhora, branca e vermelha,
quereis que vos retrate (nos versos)
quando eu a entrevi sem manto, em trajes íntimos.
Mau dia em que me levantei
e que não a achei feia
e, minha senhora, desde aquele dia
eu passei a sofrer, ai!
E vós, filha de Don
Moniz e sabeis que
eu não sou nobre.
Pois eu, minha senhora,
nunca recebi nem receberei da senhora
nenhuma prova de amor.

( In Linguagem em Movimento - v. 1. TORRALVO, Izete Fragata; MINCHILLO, Carlos Cortez. São Paulo: FTD, 2010, p. 59)

Pelo o que se percebe, realmente, o amor medieval era bem platônico. Esse poema, exclusivamente, retrata da paixão por uma nobre. O eu lírico tem que se conformar com o fato de não ser nobre, portanto, tem que se conformar de que nunca a terá. Por isso, quando diz “Mao dia me levantey, que vus enton nom vi fea”, amaldiçoa o dia em que se apaixonou por D. Ribeirinha (sim, ela realmente existiu).

Amores eram muito manifestados nesses poemas. Os trovadores se sentiam “servos” de suas paixões, e, por isso, as exaltavam. Neste poema, a palavra “señor” representa isso. Representa uma relação de “vassalagem” com a dama, assim como os senhores feudais faziam com os reis.

Esta é apenas mais uma das diversas cantigas que o Trovadorismo nos apresenta. E, para mim, no ramo de “cantigas de amor”, é a que mais mostra o significado dessa escola literária.

sábado, 19 de novembro de 2011

“É preciso dar um passo atrás, para depois dar dois passos adiante”

Que pensamento esse de Lênin! Pensamento que, se analisarmos, é a mais pura verdade. “É preciso dar um passo atrás para depois dar dois passos adiante”.

Essa frase pode ser interpretada de jeitos diferentes. Mas, eu interpreto do meu jeito, e é essa minha interpretação que quero colocar nesse texto.

Precisamos guardar naquilo que chamamos de mente, que tudo nessa vida não é fácil. Para se obter uma grande vitória, é preciso suar muito, ou gastar diversos neurônios (como eu faço). Quando Lênin fala de “um passo atrás”, fala exatamente disso, da luta.

E os “dois passos adiante”? É a vitória. É o momento de reconhecermos que aquele um passo atrás valeu a pena. A mesma coisa acontece quando vamos saltar um obstáculo em corrida: temos que nos afastar, para saltarmos mais alto. É isso o que acontece em nossas vidas. No futebol, também é a mesma coisa. Confesso que sou leigo nisso, mas, entendo que, quanto mais afastado o jogador, mais forte a bola vai.

Tudo o que temos de bom, obtemos porque demos um passo atrás. E esse passo atrás resultou, não em dois, mais em vários passos adiante. Por isso, se quisermos obter qualquer vitória na vida, precisamos dar passos atrás! Porque, quando vivermos os passos adiante, a nossa felicidade valerá a pena.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Análise do livro “Marley e Eu”

No dia de ontem, depois de inúmeras semanas, consegui terminar o livro “Marley e Eu”. Para os amantes de animais, esse livro é muito famoso. Isso porque conta uma história de uma família recém formada dos Estados Unidos.

Mas, o que torna esta família tão especial é o cão Marley. Marley era um labrador muito especial. Não por causa de fofura, beleza, ou algo do tipo, mas, por causa da sua loucura. Marley pode ser considerado o “pior cão do mundo”.

As loucuras de Marley se manifestam muito no livro. Ele é o motivo de janelas quebradas, vasos sanitários com água bebida, água por toda a casa, fraldas de bebê farejadas, virilhas farejadas, e tantas outras inúmeras loucuras que esse labrador gigante cometia.

O interessante desse livro, na verdade, não são as loucuras. Afinal, ninguém faria um livro com loucuras de um cachorro sem uma finalidade central. A finalidade central de “Marley e Eu” é o que Marley ensina com as loucuras, e com o seu jeito de ser. Ele ensina que devemos viver uma vida alegre! Devemos aproveitar todos os dias de nossa vida com um espírito alegre! Dificuldades vem? Sim, dificuldades vem, mas, passam.

Outra grande lição que Marley ensina é a fidelidade. Marley ensina a fidelidade quando, por inúmeras vezes, salta em cima do autor do livro quando o mesmo chega em casa. E quando não está, sente falta.

Na minha opinião, é um livro incrivelmente lindo. John Grogan utiliza uma linguagem muito fácil para nos mostrar as loucuras de seu cão. Tem um final triste, mas, que depois, se torna em felicidade. Recomendo a leitura desse livro a todos!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Análise do Filme “Sempre ao Seu Lado”

Sexta-feira passada, vi esse filme com minha priminha. É um filme realmente impressionante, que mostra a lealdade de um cão com seu dono.

Facilmente percebe-se que o cão ama verdadeiramente o dono. Ama de modo tão verdadeiro que só quer ficar com ele. Até o espera na estação de trem, ansioso para ele voltar. Mas, uma fatalidade acontece…

Como um cão deve entender a morte? Pelo menos o Hachiko não entendia. Ficou por anos esperando o dono voltar, e o dono não voltou. Ele não entendeu que o dono nunca mais iria voltar. Isso deixa-nos pensativos, ou arranca lágrimas de nós.

Na minha opinião, quem não gosta de cães se rende ao ver esse filme. Esse filme é capaz de arrancar lágrimas de nós, e nos deixar pensativos. Pensativos sobre a lealdade, que todos nós devemos ter uns com os outros.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Análise do filme: “Piratas do Vale do Silício”

Eis um filme destinado para os que gostam muito de computadores. Isto porque o nome “Vale do Silício” é o local, nos EUA, onde ficam as maiores empresas de informática do mundo. Para mim, lá é a própria sede da informática no mundo.

Este filme retrata bem o início da informática de hoje. Se passa em uma época onde os computadores eram somente destinados às grandes empresas. Isto até Steve Jobs e Steve Wozniak fazerem o primeiro computador pessoal, chamado de Apple 1. Pelo o que se vê, os dois começaram a montar computadores em uma simples garagem.

Enquanto isso, um estudante chamado Bill Gates, junto com Paul Allen e Steve Ballmer, mesmo o último não trabalhando muito, criaram uma linguagem de programação voltada para um computador chamado de Altair. Anos depois, após uma reunião com a IBM, os três decidem dar a tacada para que a Microsoft cresça: forneceram um Sistema Operacional para o computador que eles estavam criando: o IBM-PC. O nome do sistema era DOS, e foi comprado de uma empresa chamada Seattle.

Apple e Microsoft crescem, devido a essas coisas. Mas, problemas familiares são envolvidos da parte de Jobs. Wozniak sai da Apple, e, anos depois, Steve Jobs também.

É um filme para quem quer saber como a computação de hoje surgiu. Por que usar computadores pessoais? Quem foi que os criou? Por que Apple e Microsoft são tão grandes? Este filme soluciona essas questões.

domingo, 26 de junho de 2011

Análise do poema “No meio do Caminho”

Esse poema, de Carlos Drummond de Andrade, foi julgado como sendo um poema diferente e estranho. Era o início do modernismo poético, vamos ver:

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Na minha opinião, é normal achar esse poema estranho, diferente. O pessoal da minha sala deve ter achado isso, mas eu gostei do poema.

Ele foi escrito no ano de 1928, época onde predominavam aqueles poemas lindos e românticos, com o foco mais voltado para o amor. Muitos devem ter achado estranho esse poema, mas, Carlos Drummond de Andrade queria dizer algo nele, mesmo com suas palavras tão repetitivas.

Em nossas vidas, sempre passamos por dificuldades. E essas dificuldades estão ilustradas no poema no formato de “pedra”, uma pedra que atrapalha o caminho. Muitas vezes, mesmo que sejam antigas, ainda lembramos de nossas “noites sem estrelas”. A prova disso é a minha avó, que sempre lembra as dificuldades que passou quando pequena. E isso é o que o poema sintetiza.

Também a pedra pode significar algo marcante. Em nossas vidas, sempre tem alguma coisa que marcou. E, mesmo que essa coisa seja antiga, ainda é lembrada

Carlos Drummond de Andrade foi um marco na literatura brasileira por isso. Ele quis ser diferente, ele quis sair do padrão romântico da época. Ele quis mostrar ao mundo que o poema não é só de amor, mas, de qualquer coisa da vida, como uma dificuldade, neste caso. Sua obra sempre será lembrada, mesmo passados mais de 20 anos de seu falecimento.

Para concluir, digo o seguinte. Dentro do significado de “algo marcante” do poema, o mesmo foi uma “pedra no meio do caminho” para a literatura brasileira.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Análise do Filme “Sempre Amigos”

Desde sexta-feira passada, eu acho, a minha 8ª série assistiu a um filme. Esse filme se chama “Sempre Amigos”. Muitos já devem ter assistido, mas, esta é a primeira vez que assisto esse filme.

Hoje, assistimos a parte final do filme, a parte onde está o Clímax e o desfecho do mesmo. Não esperava que o desfecho foi trágico, mas, ele teve ensinamentos para o protagonista, um menino de 14 anos que era sozinho, e sofre duramente com o bullying.

Quando falo que ele era sozinho, é porque ele era sozinho, até encontrar um menino chamado Kevin, que tinha um problema que o impedia de andar. Mesmo assim, o garoto buscou na velha história do Rei Artur a sua força, e sempre se imaginava como um cavaleiro. E o Kevin sempre ajudou o menino que era sozinho, chamado Maxwell.

Na verdade, este filme nos ensina a termos um amigo sempre nos nossos momentos difíceis. Muitas vezes, esse amigo pode se encontrar em situações até piores do que as suas, mas, te ajuda, e luta com você. Se não fosse por isso, Maxwell e Kevin não estariam juntos.

Outro ensinamento é que devemos aplicar a força que aprendemos com esse amigo em nossa vida. A tragédia que ocorreu no final do filme mostrou a Maxwell de que ele tinha continuar. E antes de Kevin partir, deu a Maxwell um livro para escrever a história dos dois. E deu-lhe com o seguinte ensinamento: “Cada palavra é parte de um quadro, e cada frase é um quadro. É só usarmos a imaginação para juntar os quadros”. Frase que eu gostei muito.

Recomendo que o filme seja assistido por muitos, principalmente por aqueles que estão sozinhos, que estão sem nenhum amigo. Pois o filme fortalece muito nessa parte.